A segunda maior comunidade Shi'i do mundo, os Ismaili seguidores de um ramo do Islão Shi'i que considera Ismail, o filho mais velho do Imam Shi'i Jaʿfar al-Ṣādiq (m. 765), como seu sucessor estão presentes em mais de 25 países da Ásia, África, Médio Oriente, Europa, América do Norte e Austrália.
Como a comunidade ummah, pessoas que são seguidoras de uma determinada religião ou profeta. Refere-se, em particular, aos Muçulmanos enquanto comunidade religiosa. (A comunidade de todos os Muçulmanos) no seu todo, os Ismaili representam uma rica diversidade de culturas, idiomas e nacionalidades. As tradições Ismaili inserem-se em quatro grandes grupos geográficos e etnográficos: Árabes, Persas, Centro-Asiáticos e da Ásia Meridional. Os povoamentos em África incluem principalmente Ismaili de origem sul-asiática, enquanto os Ismaili que se estabeleceram recentemente no Ocidente provêm de todas estas tradições.
Defendendo uma visão esotérica e espiritual do Islão, os Ismaili são liderados por um Imam hereditário, cujo papel e responsabilidade é interpretar a fé para a comunidade e melhorar a qualidade e a segurança da sua vida quotidiana.
Sua Alteza o Príncipe Rahim Aga Khan é o atual e 50º Imam dos Ismaili.
Ao longo da sua história e sob a orientação dos seus Imams, os Ismaili constituíram uma formidável força religiosa e intelectual, dando contributos significativos para as culturas e o pensamento islâmicos.
História da comunidade Ismaili
A prossecução e o patrocínio da investigação intelectual, muito particularmente, têm sido uma marca da história, doutrina e prática Ismaili. Por exemplo, era suposto que os da'is (convocadores) Ismaili durante o período Fatímida possuíssem um conhecimento enciclopédico, não só do Qur'an,os Muçulmanos acreditam que o Sagrado Qur'an contém revelações divinas recebidas pelo Profeta Muhammad, em Meca e Medina, durante um período de 23 anos no início do século VII EC. e do hadith, mas também de história, teologia, filosofia, idiomas e das ciências naturais.
As grandes bibliotecas, bem aprovisionadas e acessíveis, abertas a todos e financiadas pelos Imames Ismaili, eram apenas uma manifestação desta ética de investigação, do mesmo modo que as instituições de ensino como al-Azhar uma importante mesquita e instituição de ensino fundada no Cairo pelo Imam-califa Fatímida al-Muʿizz (d.975). 975). e a Academia de Ciências conhecida como Dar al-ʿIlm, no Cairo, Egito.
Esta ética é igualmente importante durante o período de Alamut Fortaleza dos Ismaili Nizaris no norte do Irão, que caiu nas mãos dos Mongóis em 654 AH/1256 EC.período da história Ismaili (1090-1256 EC) que se seguiu. Nos territórios do Irão e da Síria, estudiosos residentes e visitantes vindos de todo o mundo consultaram obras nas bibliotecas dos centros Ismaili, trocaram ideias e escreviam textos sobre uma variedade de assuntos, tanto para públicos leigos como para especialistas.
Entre os filósofos, juristas, médicos, matemáticos, astrónomos e cientistas célebres do passado que prosperaram sob o apoio dos Imams Ismaili, podem mencionar-se al-Qāḍī al-Nuʿmān, al-Kirmānī, Nāṣir-i Khusraw e Naṣīr al-Dīn al-Ṭūsī.
A fidelidade espiritual contínua ao Imam do Tempo e a adesão à tariqah Shiʿi Imami Ismaili do Islão gerou na comunidade Ismaili um espírito de auto-confiança, um compromisso com a unidade na diversidade e uma dedicação à aprendizagem e à educação.
Ao longo dos últimos 150 anos, os Ismaili testemunharam a evolução de um quadro institucional bem definido para dirigirem e agirem de acordo com estes princípios. Como tal, sob a égide da Rede Aga Khan para o Desenvolvimento (Aga Khan Development Nework - AKDN) é um esforço contemporâneo do Imamat Ismaili para realizar a ética e a consciência social do Islão através da ação institucional. Mais (AKDN) e outras instituições do Imamat Ismaili, fundaram escolas, universidades, hospitais, centros de saúde, cooperativas de habitação, bem como projetos de transportes, turismo, comunicações e infraestruturas em todo o mundo, entre muitos outros esforços a longo prazo no domínio do desenvolvimento social, cultural, educativo e económico.
Em conjunto com outras comunidades e organizações, estes esforços visam melhorar a qualidade de vida de todos os cidadãos, independentemente da raça e da religião, em todos os países onde estes programas operam, contribuindo para o desenvolvimento de uma sociedade civil forte e dinâmica.
A partilha pessoal e comunitária de tempo, conhecimentos, competências, experiência e perícia de cada um, com vista à melhoria da segurança, proteção e qualidade de vida individual e coletiva, é uma tradição profundamente enraizada e uma prática de longa data da comunidade Ismaili em todo o mundo. É também um reflexo da interpretação Ismaili da ética do Qur'an fundamental para defender a dignidade humana.